quinta-feira, 9 de abril de 2009

Confusão


“O sossego inesperado. Ventania. Escuta-se apenas o zumbido da natureza, como quem não quer nada com a vida. Casas estáticas, amores pacíficos, amizades eternas, calmaria. Como eu queria viver assim, onde as pessoas dormem cedo, não se preocupam com a vida, trabalham sem medo. Já eu vivo aqui correndo contra o tempo, enfrentando o trânsito caótico, que se confundem com os meus impasses sentimentais, sobrevivo em um mundo onde tudo é rápido demais. Confusão, desânimo. E assim tudo corre, tudo vai. Olho para o calendário no começo do mês, e quando vejo novamente, já estamos a um passo do mês seguinte. E tudo está na mesma. De certa forma, acho que a vida me provoca. Levo um tapa aqui outro acolá. Quem me dera viver de sombra e água fresca. Quem me dera viver na intensidade dos poetas, que vivem para o amor e escrevem pelo avesso de uma dor...”

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