domingo, 3 de outubro de 2010

Novela de sentimentos


"O sereno cobre meus sentimentos. Diante de mim, a solidão. O tic tac do relógio, angústia. À espera do seu sorriso, minhas lágrimas caem no momento em que te vejo. Tu és sempre sério e previsível, agora tens medo de me perder. Mesmo sabendo que sou a pessoa errada, que entende tudo pela metade, lançando verdade inacabadas e fazendo mau uso da lábia, jogo todas as palavras ao vento, deixando-as sem sentido, sem razão. Ao olhar para ti chego até me surpreender, pois és tão centrado, belo e equilibrado, que até consegue me libertar das minhas crises tolas e passionais. E todas as minhas aventuras loucas me fazem mergulhar em um mundo complicado, pago um preço alto por viver no "inesperado". E assim tudo no meu mundo interior se transforma, da água para o vinho, do misterioso ao sagaz, do belo ao supreendente, porém escuro e descontente quando longe de você. E todas as atitudes erradas, diálogos longos e complicados, ventanias fortes e eloquentes, fugas desajeitadas e interpretações inconsequentes, tecem a novela da minha vida, que hoje não fazem o menor sentido sem você..."

domingo, 26 de setembro de 2010

Não percebi...


"Um furacão de emoções, as coisas já escaparam do nosso controle. E de tantos erros que em meu nome cometi, finalmente consegui te perder. A doce alegria de te ver, beijos demorados, e a vontade de envolvê-lo em meus braços, tornam-se vítimas do total desprezo. Como sobreviver com tamanho desgosto, marcado pelo rastro amargo de mágoa que me corroe todas as noites? Pois, o amor que um dia celou uma forte paixão, é o mesmo que me destrói. E hoje mantenho meras lembranças, embora inconvenientes e desnecessárias, continuam sendo o melhor de você dentro de mim. A desdenha, a dor e a solidão destroem cada vez mais com as minhas esperanças. O fato de ter ver com outro alguém, age como um veneno anestesiente em meu peito. Agora me diga, como seguir adiante? Inicio um ciclo marcado pela não correspondência e por falsas promessas, estas são estúpidas e incapazes de sobreviverem sozinhas. Mas, acredito que elas são tão tolas quanto eu: não se deram conta de que tudo acabou!"