
"Quando ele a tocou pela primeira vez, seu corpo estremeceu, sentiu o sangue subir instantaneamente. Teve vontade de suspirar fortemente, ele era forte, alto e tinha um cheiro inconfundível. Por um momento, parou para pensar no que estava acontecendo. O seu cheiro enlouquecedor, a fazia subir pelas paredes, queria se entregar mas sabia que não era a hora. Ele abriu a camisa, depois acariciou seus seios como quem tocasse em uma rosa pela primeira vez, sentiu um calor lhe aquecer por dentro. Ele a beijou intensamente, os suspiros aumentaram, chovia lá fora. Os vidros foram ficando embaçados, mas mal puderam perceber, pois estavam envolvidos, mal conseguiam se controlar tremiam por dentro, como se fossem tomados por um furacão . Ele arrancou seu cachicol com voracidade, e a olhou como quem quisesse consumí-la por inteiro. Ela perdeu os sentidos, e a cada minuto ela desabrochara cada vez mais. Com isso, ele foi descendo sua mão, percorreu pela barriga dela e a beijou carinhosamente, fazendo-a sentir o tremor de sua língua percorrendo pelo seu corpo inteiro. Envolvidos pelo desejo de paixão, embora ela resistisse aquele momento, ele abriu cuidadosamente sua calça, ela debatia-se contra a porta, mas era tarde estava completamente dominada. Tentando resistir aos seus doces encantos, ela dizia não, o empurrava muitas vezes, mas o seu olhar o devorava intensamente, como se insconcientemente aceitasse seus carinhos. Como pudera encontrar aquele belo homem, que a fez mudar completamente seu comportamento, ela não entendia, tinham acabado de se conhecer! Não parecia certo, mas era certamente tentador. Ele a pegou no colo, com isso, ela conseguiu sentir sua tamanha excitação. Era impossível disfarçar a entrega física que acontecera naquele momento. Sentiu-se indefesa, uma vítima em potencial daquele devorador insaciável, que mexeu completamente com todos os seus sentidos, afinal, ela era tão controladora consigo mesma, pois dificilmente imaginava que um dia cairia em um cilada destas. Mas aquele cheiro, aquela pele, aquelas mãos, nossa...Com certeza, mais cedo ou mais tarde ela cometeria um pecado. Um pecado que a pudesse se sentir culpada mais tarde, mas que na hora seria estranhamente prazeroso. Ele pressionava seu corpo contra o dela, era intenso. O coração dele batia a mil, enquanto falava baixinho no ouvido o quanto ela era linda. Com medo do que pudesse acontecer, ela se afastou bruscamente. Não satisfeito, ele a puxou de volta, pegou sua mão e delicadamente foi passando pelo seu corpo, ela ficou sem reação. Ela apenas fechou os olhos, conseguiu sentir a ferocidade que a aguardava ansiosamente. Jamais pudera imaginar, que ali era só um início de toda sua empolgação. Foi quando ele saiu fora de si, não conseguia se segurar diante daqueles olhos devoradores, ele a admirava, uma mistura de encantamento com desejo, ali mesmo percebeu o quanto ela era especial. Ele que sempre disfarçava seu sentimento, sempre tão previsível, naquele momento perdeu completamente o controle. E quando se deram por conta, já estavam um sobre o outro. Ele percorria minuciosamente pelo seu corpo esguio. Ela gemia cada vez mais, enquanto ele agarrava-lhe pelos seus cabelos negros. Aquela pele branca, tão ingênua, e agora, tão impetuosa! Já não se tinha mais o que falar, e nem o que fazer, não havia mais resistência. Estavam entregues um ao outro, dois desconhecidos que faziam amor loucamente, como velhos conhecidos. Não se percebia o tempo lá fora, não tinha hora para voltar, restava apenas aproveitar aquele momento efêmero. Sugavam um ao outro como dois vampiros em busca de sangue. Tinham sede um do outro. Agarravam-se fortemente, como se o mundo fosse acabar naquele instante. Nada, nem ninguém, poderia impedir aquelas sensações. Era mágico.
Os seus corpos entregavam-se com tal espontaneidade! O corpo dela era como um quebra-cabeça enfeitiçador. E como no jogo, ele desejava explorar e descobrir todos os detalhes, cada peça era essencial para montar o jogo por completo. Uma atração inevitável e fervorosa. Aquele seria o momento de mais puro extâse. As palavras já não eram bem vindas, somente a linguagem corporal representavam mais do que todas as inadagações que poderiam ser feitas, não havia mais perguntas, apenas prazer. Juntos compartilhando a mesma sensação, que não parecia ter fim. Sedução, envolvimento, paixão ardente... Enfim, o prazer alcançou o seu ápice, não havia mais cura para aquele veneno carnal que dominava ambos os corpos. Eram dois, mas naquele instante conseguiram pela primeira vez, tornarem-se um só..."
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